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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Mundano: “Arte como instrumento de revolução social”


Para o grafiteiro Mundano, arte tem a ver com atitude. Há sete anos ele vem colorindo os muros cinzas das grandes cidades ao redor do mundo. O grafite que espalha por aí – inclusive em carrinhos de catadores de material reciclado – traz personagens e frases de efeito que despertam reflexões, influenciam pessoas e alteram hábitos em manifestações silenciosas e eficientes. No TEDxVer-o-Peso, ele vai mostrar como a arte é poderosa para melhorar o mundo em que vivemos. Como ele mesmo diz, um belo meio de “revolução social”.


MUNDANE-SE

Entrevista publicada na Revista do Diário, do Diário do Pará: 



Mundano atravessou as barreiras do graffiti e transformou a arte de rua em ferramenta artística social para quebrar o cotidiano cinzento da capital paulista. É dele o projeto Cidades Recicláveis que já coloriu diversas carroças de catadores de bugingangas, nas grandes cidades do país, com mensagens de impacto social. Com 25 anos de idade e sete deles dedicados as técnicas da grafitagem, ele mudou a paisagem dos muros e viadutos de São Paulo, Nova York (EUA), Buenos Aires (Argentina), Santiago e Valparaíso (Chile). Belém será o próximo alvo, no dia 27 de agosto, quando ele vai participar do TEDxVer-o-Peso e apresentar ao público de cem pessoas porque vale a pena investir em um Diferente Jeito de Viver.


Por que usar a sua arte para protestos sociais?

Eu sempre fiquei indignado com tantos problemas sociais ao meu redor e sempre quis fazer a minha parte pra amenizar isso. E quando comecei a pintar nas ruas eu descobri a força que eu tinha nas minhas mãos, pois grafite é uma das poucas artes que são democráticas . O graffiti é acessível para todas classes sociais, basta sair na rua que você vai se deparar com um pela frente, ou seja, não tem um lugar melhor pra fazer um protesto ou um projeto social do que na rua.

Que impactos você já observou causar com seus grafites?

Sempre que eu pinto uma carroça, por exemplo, eu aumento a auto-estima do catador (proprietário). É instantânea, Ele fica todo orgulho e sorridente e diz que agora, lá onde ele trabalha, todo mundo vai pirar na sua carroça. Esse retorno positivo das pessoas é tão bom, que vicia.


Como surgiu a ideia do Projeto Cidades Recicláveis?

Eu tava pintando na rua quando um carroceiro passou. Fui conversar com ele e o papo foi tão surpreendente que abriu minha cabeça para a importância do trabalho dos catadores. Desde então mergulhei de cabeça no universo deles e a cada carroça que eu pinto eu converso com o catador e assim aprendo um pouco mais e fico mais estimulado a continuar. Minha meta é tira-los da invisibilidade e fazer com que toda a população respeite e admire mais esse trabalho de extrema importância para todos nós. Já são 135 carroças pintado que circulando mensagens de impacto por grandes cidades desse mundo do desperdício.

Quando pensa em trazer o projeto pra Belém?

Belém sempre esteve em meus planos, mas não tinha pintado uma oportunidade até então. Agora com o convite pra participar no TEDxVer-o-peso certamente o projeto chegará as ruas de Belém e pra mim isso é uma grande conquista.

O que você está programando para a apresentação no TEDx Ver-o-peso?

Estou programando apresentar pela primeira vez alguns resultados do projeto Cidades Recicláveis, que desenvolvo há 4 anos com os catadores. Estou preparando um compilado para estimular e provocar as pessoas a fazer mais pelos outros. Se você não garantiu o seu lugar na platéia vai matar sua curiosidade quando o vídeo estiver na internet.


Que tal deixar sua arte em um muro da cidade?

Sempre que viajo deixo minha marca e minha mensagem nos lugares, e em Belém não será diferente. Estou muito empolgado e feliz com a ótima receptividade das pessoas com quem tenho falado em Belém. Minha estadia será curta, mas quem tiver um murinho bacana disponível pronto pra receber tinta me manda uma foto no artetude@gmail.com.

Grafitagem é um hobby que você parece levar muito a sério. Algum novo projeto em mente?

Levo a sério porque a arte tem um poder de mexer com as pessoas, muito maior do que a gente pensa. Esse ano fiz a segunda edição de uma esposição em parceria com a ONG Um Teto Para Meu Pais e o objetivo era vender as obras dos 130 artistas convidados e com o dinheiro construir casas. A exposição foi um sucesso de público, crítica e vendas! E somando ao dinheiro dasdas vendas, com as doações que a ong recebeu pela coleta nas ruas e ações pontuais, será possível financiar a contrução de 30 das 100 casas que serão construidas em agosto pela ONG. Dessa forma o projeto se consolidou e estamos no planejamento de novas edições!

Que tal deixar sua arte em um muro da cidade?

Sempre que viajo deixo minha marca e minha mensagem nos lugares, e em Belém não será diferente. Estou muito empolgado e feliz com a ótima receptividade das pessoas com quem tenho falado ai de Belém, inclusive já marquei uns roles por ai pra pintar. Minha estadia será curta, mas quem tiver um murinho bacana disponível pronto pra receber tinta me manda uma foto no artetude@gmail.com.




Para mais informações sobre o TEDxVer-o-Peso

Um comentário:

  1. Muito legal a iniciativa do TEDxVer-o-Peso e o grafiteiro Mundano! Gostei muito das "Ideias que merecem ser espalhadas".

    Já estou seguindo e divulgando no Twitter! Os meu parabéns a todos vocês que participam do projeto!

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